Varizes: mitos e verdades

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Elas têm cura? Usar salto alto aumenta o risco de tê-las? A seguir, esclareça algumas polêmicas envolvendo a doença

SÓ AS MULHERES TÊM VARIZES: Mito.

Essa doença vascular é, realmente, mais frequente nas mulheres. Isso acontece por causa dos hormônios produzidos e liberados na menstruação, gestação e menopausa. Contudo, ela pode acometer também os homens. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 30% da população é vítima da doença, sendo 70% mulheres e 30% homens.

Elas não têm cura: Verdade.

As varizes são uma insuficiência venosa crônica e não têm cura. Contudo, são perfeitamente tratáveis. A nível clínico, é possível tratá-las com escleroterapia, laser, endolaser e CLACS. Em último caso, também existem cirurgias específicas, cateterismo e até injeção de medicações em forma de espuma.

Não evoluem: Mito. 

As varizes podem surgir como aqueles pequenos vasinhos (telangiectasia) e chegar até a feridas nos membros inferiores.

Sempre aparecem. Mito. 

É possível que o paciente tenha os sintomas das varizes sem que elas se manifestem visualmente. Por isso, ao sentir dor, peso, cansaço, e eventuais câimbras noturnas nas pernas, deve-se consultar com um angiologista. Esses são sinais de que algo não está funcionando no sistema circulatório. Lembre-se: prevenir é melhor do que remediar.

Aumentam a probabilidade de se ter varizes:

Usar salto alto: Mito.

Isso de fato atrapalha a circulação sanguínea. O salto alto diminui o movimento das panturrilhas, que são a principal “bomba” que impulsiona o sangue dos membros inferiores ao coração. Contudo, para que seu uso aumente a probabilidade de se ter varizes, ele deve ser extremo.

Gravidez: Verdade.

A gravidez pode sim ser a causa de varizes. Mas não é regra. Nem todas as mulheres irão desenvolvê-las durante o período. Alterações hormonais, ganho de peso, aumento da porcentagem de líquido, aumento do útero. Essa somatória de fatores aumentam o risco de se ter a doença durante a gravidez.

Varizes não retrocedem: Mito.

Excepcionalmente na gravidez, elas podem retroceder quase totalmente ao final do período.

 

 

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