Embolização uterina é alternativa para mulheres com miomas no útero

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O Mioma uterino é um dos problemas de saúde mais comuns entre as mulheres, atingindo cerca de 50% da população, segundo os dados da Organização Mundial de Saúde. Os miomas se formam na parede do útero como fibromas e são considerados tumores benignos. Os sintomas incluem dores, cólicas, sangramento excessivo, prisão de ventre, aumento do volume abdominal e ainda dificuldade de engravidar.

A desenhista industrial Simone Fonseca, de 49 anos, descobriu que tinha o mioma há dois anos por causa do sangramento excessivo. “ Eu cheguei a tomar remédios anti-hemorrágicos para controlar o sangramento, mas nada dava certo. Era obrigada a cobrir a cama com saco plástico na hora de dormir para evitar as manchas e acabei tendo anemia profunda duas vezes por causa do problema”, conta ela.

Ela ainda diz que buscou vários especialistas diferentes para conseguir uma solução e as recomendações eram amenizar o sangramento com o uso de anticoncepcional, o que não funcionou, ou a retirada do útero, que ela nunca aceitou. “ Eu tinha muito das consequências da cirurgia, porque soube que é pior que uma cesariana com um período de recuperação muito longo, além de vários riscos”, acrescenta Simone.

A solução veio com a descoberta da embolização uterina, um procedimento que pode ser feito por cirurgiões endovasculares e que é minimamente invasivo. Este procedimento é realizado através de um pequeno furo na região inguinal (virilha) e consiste na injeção de micropartículas por um cateter no interior das artérias que irrigam o mioma. Dessa forma com a interrupção do suprimento de sangue que alimenta o mioma ocorre uma redução progressiva do seu tamanho com seu consequente desaparecimento. O método é oferecido pelo SUS e coberto pelos planos de saúde. Além disso, tem muitas vantagens como não apresentar cortes (somente um pequeno furo na virilha), pode ser realizado somente com anestesia local, possui internação hospitalar mais curta quando comparada com outros procedimentos cirúrgicos para tratamento desse problema, possibilita que a paciente retorne mais rapidamente a suas atividades, é altamente eficaz para controlar os sintomas provocados pelos miomas, além de preservar o útero da paciente e a possibilidade de fertilidade.

Para o cirurgião vascular e endovascular, Ricardo Yoshida, que vai operar Simone, qualquer paciente que apresente miomas uterinos que causem sintomas pode ser uma potencial candidata para a embolização, principalmente aquelas que querem preservar o útero e que não gostariam de ser submetidas a procedimentos cirúrgicos invasivos.

Simone deve fazer o procedimento no próximo mês, mas já está certa que foi o melhor caminho a escolher. “Fiquei muito feliz por ter descoberto, foi a melhor escolha para o meu caso”, comemora a paciente.

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